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Escondidos, discretos, os coadjuvantes têm grande importância na vida dos atores principais. Se forem os grandes astros do futebol isso se comprova rapidamente. Imagine se nas partidas de 1974, em que o Corinthians buscava o título do então Campeonato Paulista contra o Palmeiras, não houvesse como levar os jogadores até o estádio. Você já matou? É sobre um dos ônibus do clube que falamos. Item comum, mas fundamental, que transporta os ídolos até os gramados do Brasil inteiro.
São Paulo tem uma ligação intrínseca com o automóvel. Também pudera. A cidade que se acostumou a romper a velocidade em favor do crescimento, jamais poderia negar a utilidade dos carros e motocicletas para sua população. Afinal de contas, "o tempo urge!".
Para os corinthianos andar de ônibus é uma necessidade. Do trabalhador que escuta os jogos pelos fones de ouvido quando volta para casa e comenta os melhores lances no dia seguinte, até os jovens que se amarrotam em viagens por outros estados e, às vezes países vizinhos, todos imaginam que isto só pode ser invenção de algum alvinegro. No bom sentido, é claro.
Mesmo com toda a ligação há aqueles que se descuidam desse equipamento, assustador em seu tamanho, mas acolhedor nos momentos de derrota. Um exemplo triste acontece em sua própria casa. No Parque São Jorge há um "aparelho", - como denominam alguns - abandonado numa área longe dos olhos, exposto ao tempo e sem nenhum tipo de preservação.
E muitos perguntariam. E daí, é apenas um velho carro. Ledo engano. Foi o veículo oficial do Sport Club Corinthians Paulista por muito tempo e nele reuniram-se grandes homens do esporte, técnicos, dirigentes e atletas que fazem parte da história do futebol como Basílio, Wladimir, Zé Maria, Rivelino, Dino, Sócrates, Casa Grande e Biro-Biro.
Explicar a paixão é um desafio. Há torcedores que ainda guardam pedaços da rede, daquele 1977, emoldurada e com direito a lugar de destaque na sala de jantar. Como entender então que se esqueça uma parte memorável do patrimônio alvinegro. É como diz a máxima: corinthiano sofre!
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