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TORCEDOR MUITO ORGANIZADO |
Data:
05/05/2010 19:51
O corintiano costuma dizer que “é a torcida que tem um clube e não o clube que tem uma torcida”. Ernesto Teixeira leva a frase mais a sério do que os outros. O torcedor, de 45 anos, é daqueles que não se contentam em ficar apenas na arquibancada. “Meu pai era santista e não me deixava ir aos jogos do Corinthians. Vai ver que vem daí a minha inquietação”, conta. Em 2002, Teixeira resolveu organizar uma partida entre os jogadores que disputaram o histórico Corinthians x Ponte Preta de 1977. Missão cumprida, criou e atualmente preside o Comitê de Preservação da Memória Corinthiana (CPMC), que nasceu para resgatar ídolos, histórias, reunir a bibliografia do Corinthians (com cerca de setenta livros) e até promover campanhas como a “Corinthiano com H”, que prega o uso do “H” na grafia da palavra. “Queremos resgatar a tradição do passado para que os torcedores dos próximos 100 anos possam olhar como foi rica nossa história.” A ideia de atuar com mais força no Corinthians começou na década de 80. “Eu era office-boy e comprei o título do clube em nem sei quantas vezes”, lembra. “Levei dez anos para ter dinheiro e começar a pagar a mensalidade”, diz Teixeira, que, além de compositor e puxador de samba, tem dois empregos durante o dia. “Lembro quando eu vi o Basílio pela primeira vez almoçando no refeitório. Foi como encontrar um semideus.” Seus dois filhos, Mateus, de 15 anos, e Tiago, de 18, estão nas categorias de base do Timão. O mais velho participou da Copa São Paulo de Juniores. Depois disso? “Às vezes a gente pensa, né? Seria bom ser presidente do clube.” Que ninguém duvide.
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